São Luís, 19 de Junho de 2013; 178° Aniversário de Instalação da ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO
17° Legislatura - 10:48.28

Tempo dos Blocos - 28/06/2012



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Neto Evangelista - PSDB
netoevangelista@al.ma.gov.br

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O SENHOR DEPUTADO NETO EVANGELISTA (sem revisão do orador) - Senhora presidenta deputada Francisca Primo, senhores deputados, senhoras deputadas, Galeria Deputado João Evangelista, imprensa, internautas, telespectadores da TV Assembleia. Senhora Presidenta, primeiramente gostaria de parabenizar a deputada Priscila que toma posse hoje como deputada estadual aqui na nossa Assembleia Legislativa. Parabenizar o pai dela, Fernando, que faz aniversário hoje também, que veio prestigiar a possa de sua filha. Parabenizar a cidade da deputada Priscila, Presidente Dutra, por estar aniversariando hoje também. Presidente Dutra ganha vários presentes hoje, Fernando, ganha mais um ano de vida, mais um ano de emancipação política, ganha agora também uma deputada estadual daquela cidade, de Presidente Dutra. Mas senhora presidenta, venho aqui para corroborar com as palavras do deputado Bira do Pindaré. Ficou numa situação complicada deputado Bira as investigações a respeito do assassinato do jornalista Decio Sá. Corroboro ipsis litteris com as palavras de V. Exª. Inicialmente pensávamos que a Secretaria de Segurança Pública estava desvendando tudo sobre o caso do assassinato do jornalista Decio Sá. Primeiro vem a informação que o capitão da Polícia Militar, o capitão Fábio que a polícia tinha aprendido, não era de fato o capitão envolvido no assassinato do jornalista. E pasmem, deputado Magno Bacelar, o capitão Fábio continua preso. Não sei, mas suspeito que seja por conta do secretário de Segurança Pública não querer assinar o atestado de incompetência das investigações do caso do jornalista Décio Sá.  Há dois dias olhamos um colega nosso de Parlamento, o deputado Raimundo Cutrim, indignado. Eu conheço a índole do deputado Raimundo Cutrim, sei que isso não é da pessoa do deputado Raimundo Cutrim participar desse tipo de atitude, foi crucificado pelas palavras e colocou aqui, deputado Fábio Braga, mas imagina se fosse qualquer um de outros dos deputados que tivessem passando por esse momento, e o deputado Cutrim com uma folha de serviço prestado na segurança pública, no Brasil. Inicialmente, quando levantaram, deputado Othelino, o nome do deputado Raimundo Cutrim, como bem ele falou, o papagaio porque foi o assassino, foi o pistoleiro que citou o nome Cutrim no depoimento. Instigaram perguntando se era o deputado, se não era, se fosse o deputado Cutrim, que é um homem experiente como é delegado federal, e jamais, pelo amor de Deus; senhores deputados, como executor de um assassinato ia saber quem seria o mandante principal, está praticamente na cara, não vê quem não quer. E isso é direcionado e eu quero colaborar com as palavras do deputado Bira, pedindo que a Polícia Federal tome conta do caso.

O SENHOR DEPUTADO ROGÉRIO CAFETEIRA - Deputado, V. Exª poderia me permitir um aparte?

O SENHOR DEPUTADO NETO EVANGELISTA - Deputado Rogério, por gentileza.

O SENHOR DEPUTADO ROGÉRIO CAFETEIRA (aparte) - Deputado Neto, eu entendo a revolta do deputado Cutrim, mas eu queria de ponderar duas coisas: primeiro, que eu acho que a Corregedoria deveria se posicionar sobre o discurso dele do dia anterior, apesar das desculpas. Eu acho que merecia uma ação mais enérgica da Corregedoria, nada justifica os palavrões dito na tribuna. E outra, não fazendo juízo de valor, mas veja bem, o que eu vi, até hoje, e já fui vítima disso, falo porque já fui vítima é muito ruim, quando você tem seu nome jogado na lama porque depois que as coisas se esclarecem não existe mais nenhuma nota sobre isso; os nomes de imprensa que divulgaram a parte negativa, depois que tem a solução, depois que tem o desfecho, não se lembram da história para fazer a justa correção. Mas eu queria fazer um posicionamento só em relação ao Secretário Aluísio, apesar de ter vazado as oitivas dos acusados, eu não vi o Secretário Aluisio fazer nenhum juízo de valor, em nenhum momento de acusar o nosso companheiro deputado Raimundo Cutrim, se teve uma falha foi de ter tido vazamento, mas, em momento nenhum, pelo menos eu não ouvi até agora, ele dizer que achava que era verdade se não achava se outros fatos corroboravam para que isso pudesse levar ele a crer que é verdade, então eu acho também que existe um pouco... Aí nessa hora, tem muita gente para botar fogo, para botar lenha na fogueira, eu acho que o deputado Cutrim tem e eu acredito pela história dele de trabalho tem todas as condições de esclarecer e com fé em Deus nãovai ter nenhum envolvimento que eu, pessoalmente, não acredito em nenhum envolvimento dele nesse crime. Muito obrigado.

O SENHOR DEPUTADO NETO EVANGELISTA – Obrigado, deputado Rogério.

O SENHOR DEPUTADO RIGO TELES - Deputado Neto Evangelista, V. Exa me concede um aparte?

O SENHOR DEPUTADO NETO EVANGELISTA – Pois não, deputado.

O SENHOR DEPUTADO RIGO TELES (aparte) - Deputado Neto, eu ouvi a fala de V. Exa tanto quanto o aparteado aqui o deputado Rogério Cafeteira, e isso é uma situação que realmente tem que ser desvendado logo, o trabalho do secretário Aluisio é um trabalho reconhecido realmente numa data, num prazo que todos já estavam desestimulados com o não desvendamento deste crime do jornalista Décio Sá, e, de repente, veio logo à tona o desvendamento desse crime, os mandantes estão presos, a pessoa que executou também está presa e o trabalho continua. E essa história agora que vem o trabalho com agiotagem, alguns blogs, a imprensa, uma parte da imprensa coloca que tem alguns deputados desta Casa. É bom que esclareça porque fica em dúvida quem é o deputado, quem não é, esta Casa é um Parlamento que representa o povo do Maranhão, merece realmente um tratamento especial porque se alguém deve que pague, mas não ser jogado a todos. Quando eu disse, meu nome foi citado esses dias aí sobre agiotagem no Maranhão, eu disse que não tenho envolvimento com essa parte, quero que a polícia realmente apure. Elogio o trabalho do secretário Aluisio, um trabalho que realmente é muito bem feito, acredito que nós vamos conseguir fazer as pazes, o deputado Raimundo Cutrim com o secretário de Segurança, Dr. Aluísio, para que nós possamos trabalhar, nesta Casa, com harmonia, que possamos trabalhar e possamos mostrar ao povo do Maranhão o que nós viemos fazer aqui. E quando eu disse que meu nome foi citado nesta parte de agiotagem, que eu não trabalho dessa forma, não trabalho com agiotagem, não tenho envolvimento nenhum com agiota, e disse ao blog e digo aqui a V. Exa que está na tribuna desta Casa, estou lhe aparteando que não tenho envolvimento algum com agiota. Disse a um blog e digo aqui a V.Exa., que está na tribuna desta Casa e eu lhe aparteando, que não tenho envolvimento nenhum, eu não tenho dinheiro emprestado para ninguém, não tenho dinheiro emprestado nenhum e disse: se alguém me deve, não deve mais, e se eu devo alguém, irei pagar, como eu não devo ninguém e ninguém me deve. Estou dando a minha palavra de que não tenho negócio nenhum nessa parte, principalmente quando se trata de agiota no Maranhão. E mais uma vez digo: elogio o trabalho do secretário de Segurança pelo excelente trabalho que tem prestado a este desvendamento do crime do Décio e tantos outros no Maranhão. Nós temos que acabar de vez com o crime organizado no Maranhão, e a forma que o secretário Aluísio está fazendo é a correta.

O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES – Deputado Neto, me conceda um aparte?

O SENHOR DEPUTADO NETO EVAGELISTA – Pois não, deputado Marcelo.

O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES (aparte) – Deputado Neto, no dia do pronunciamento do deputado Cutrim, eu não estava na Casa, fato até raro porque eu prezo muito participar das sessões. Eu entendo que houve excesso, uma vez que ele se expressou de uma maneira que não era a melhor. De qualquer modo, eu acho até que ele já se retratou dos excessos, veio e colocou isso. Entendo que é hora de prudência, pois não existem elementos para jogar pedras no deputado Raimundo Cutrim, mas eu entendo também que não existem elementos para que nós joguemos pedras no trabalho do secretário Aluísio. Eu acho que esta Casa deve ter prudência, temos que esperar o desenrolar dos fatos, o encerramento do inquérito. Se o que há contra o deputado Cutrim, é isso aí que apareceu. Eu entendo que dificilmente alguém fará uma acusação formal porque são elementos muito frágeis. Lamento pela questão da imagem, porque de fato não há como reparar isso, mas o deputado Raimundo Cutrim é um homem forte que saberá enfrentar essa situação. Agora eu entendo também que não é hora de desqualificarmos o trabalho da polícia. Acho que nós temos que ter prudência, é hora de prudência, para que nós possamos, no momento oportuno, tomar a direção certa.

O SENHOR DEPUTADO NETO EVANGELISTA - Deputado Marcelo, deputado Rogério, deputado Rigo, eu agradeço o aparte de V.Exas. Em momento algum, eu citei o nome do secretário de Segurança Pública aqui nesta tribuna, então o que me preocupa, primeiramente, é a prisão de um capitão da polícia. Um grupo de delegados está à frente desse caso e parece que já tem uma definição de que ele não é culpado apesar de estar preso. Toda a investigação ocorreu sob sigilo então, quando todos nós fomos saber, já estavam sendo feitas as prisões dos envolvidos no caso. Quanto ao nome do deputado Raimundo Cutrim, foi o único nome que vazou. Essa é a nossa preocupação. Nós sabemos as divergências que existem. Então, nós estamos pedindo que de fato a Polícia Federal, que está sendo uma parceira da Secretaria de Segurança Pública neste caso, assuma de frente este caso porque já chegou a envolver colegas parlamentares nossos aqui. Eu sei que as palavras do deputado Raimundo Cutrim foram de baixo calão na tribuna, não são palavras que devem ser ditas no plenário. Agora, o momento que ele estava vivendo, acho que qualquer um dos deputados tem que entender, pois a imagem dele já está maculada e dificilmente vai ser retratada como bem colocou o deputado Rogério Cafeteira. Quando você macula sua imagem, sai em todos os meios de comunicação. Agora, quando é para você retratar, sequer sai uma nota. Então tem que tomar bastante cuidado com essas investigações. O deputado Arnaldo Melo foi bem consciente, foi duro quando colocou aqui, durante o pronunciamento do deputado Raimundo Cutrim, que, se continuasse da maneira como está, teria que ser chamado o secretário de Segurança Pública aqui na Assembleia Legislativa. Mas o que eu peço é cautela da Secretaria de Segurança Pública e peço que a Polícia Federal assuma a frente deste caso. Muito obrigado, senhora presidenta.

A SENHORA PRESIDENTA EM EXERCÍCIO DEPUTADA FRANCISCA PRIMO – A Presidência informa que determinou a retirada, das notas taquigráficas e dos Anais da Assembleia Legislativa, da expressão antirregimental utilizada pelo deputado Cutrim na sessão da ultima terça-feira. Nos termos do Artigo 14, Inciso I, do Regimento Interno.

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