O SENHOR DEPUTADO NETO
EVANGELISTA (sem revisão do orador) - Senhora presidenta deputada Francisca
Primo, senhores deputados, senhoras deputadas, Galeria Deputado João
Evangelista, imprensa, internautas, telespectadores da TV Assembleia. Senhora
Presidenta, primeiramente gostaria de parabenizar a deputada Priscila que toma
posse hoje como deputada estadual aqui na nossa Assembleia Legislativa.
Parabenizar o pai dela, Fernando, que faz aniversário hoje também, que veio
prestigiar a possa de sua filha. Parabenizar a cidade da deputada Priscila,
Presidente Dutra, por estar aniversariando hoje também. Presidente Dutra ganha
vários presentes hoje, Fernando, ganha mais um ano de vida, mais um ano de emancipação
política, ganha agora também uma deputada estadual daquela cidade, de
Presidente Dutra. Mas senhora presidenta, venho aqui para corroborar com as
palavras do deputado Bira do Pindaré. Ficou numa situação complicada deputado
Bira as investigações a respeito do assassinato do jornalista Decio Sá.
Corroboro ipsis litteris com as
palavras de V. Exª. Inicialmente pensávamos que a Secretaria de Segurança
Pública estava desvendando tudo sobre o caso do assassinato do jornalista Decio
Sá. Primeiro vem a informação que o capitão da Polícia Militar, o capitão Fábio
que a polícia tinha aprendido, não era de fato o capitão envolvido no
assassinato do jornalista. E pasmem, deputado Magno Bacelar, o capitão Fábio
continua preso. Não sei, mas suspeito que seja por conta do secretário de
Segurança Pública não querer assinar o atestado de incompetência das
investigações do caso do jornalista Décio Sá.Há dois dias olhamos um colega nosso de Parlamento, o deputado Raimundo
Cutrim, indignado. Eu conheço a índole do deputado Raimundo Cutrim, sei que
isso não é da pessoa do deputado Raimundo Cutrim participar desse tipo de
atitude, foi crucificado pelas palavras e colocou aqui, deputado Fábio Braga,
mas imagina se fosse qualquer um de outros dos deputados que tivessem passando
por esse momento, e o deputado Cutrim com uma folha de serviço prestado na
segurança pública, no Brasil. Inicialmente, quando levantaram, deputado
Othelino, o nome do deputado Raimundo Cutrim, como bem ele falou, o papagaio
porque foi o assassino, foi o pistoleiro que citou o nome Cutrim no depoimento.
Instigaram perguntando se era o deputado, se não era, se fosse o deputado
Cutrim, que é um homem experiente como é delegado federal, e jamais, pelo amor
de Deus; senhores deputados, como executor de um assassinato ia saber quem
seria o mandante principal, está praticamente na cara, não vê quem não quer. E
isso é direcionado e eu quero colaborar com as palavras do deputado Bira,
pedindo que a Polícia Federal tome conta do caso.
O SENHOR DEPUTADO ROGÉRIO
CAFETEIRA - Deputado, V. Exª poderia me permitir um aparte?
O SENHOR DEPUTADO NETO
EVANGELISTA - Deputado Rogério, por gentileza.
O SENHOR DEPUTADO
ROGÉRIO CAFETEIRA (aparte) - Deputado Neto, eu entendo a revolta do deputado
Cutrim, mas eu queria de ponderar duas coisas: primeiro, que eu acho que a
Corregedoria deveria se posicionar sobre o discurso dele do dia anterior, apesar
das desculpas. Eu acho que merecia uma ação mais enérgica da Corregedoria, nada
justifica os palavrões dito na tribuna. E outra, não fazendo juízo de valor,
mas veja bem, o que eu vi, até hoje, e já fui vítima disso, falo porque já fui
vítima é muito ruim, quando você tem seu nome jogado na lama porque depois que
as coisas se esclarecem não existe mais nenhuma nota sobre isso; os nomes de
imprensa que divulgaram a parte negativa, depois que tem a solução, depois que
tem o desfecho, não se lembram da história para fazer a justa correção. Mas eu
queria fazer um posicionamento só em relação ao Secretário Aluísio, apesar de
ter vazado as oitivas dos acusados, eu não vi o Secretário Aluisio fazer nenhum
juízo de valor, em nenhum momento de acusar o nosso companheiro deputado
Raimundo Cutrim, se teve uma falha foi de ter tido vazamento, mas, em momento
nenhum, pelo menos eu não ouvi até agora, ele dizer que achava que era verdade
se não achava se outros fatos corroboravam para que isso pudesse levar ele a
crer que é verdade, então eu acho também que existe um pouco... Aí nessa hora,
tem muita gente para botar fogo, para botar lenha na fogueira, eu acho que o
deputado Cutrim tem e eu acredito pela história dele de trabalho tem todas as
condições de esclarecer e com fé em Deus nãovai ter nenhum envolvimento que eu,
pessoalmente, não acredito em nenhum envolvimento dele nesse crime. Muito obrigado.
O SENHOR DEPUTADO NETO
EVANGELISTA – Obrigado, deputado Rogério.
O SENHOR DEPUTADO RIGO
TELES - Deputado Neto Evangelista, V. Exa me concede um aparte?
O SENHOR DEPUTADO NETO
EVANGELISTA – Pois não, deputado.
O SENHOR DEPUTADO RIGO
TELES (aparte) - Deputado Neto, eu ouvi a fala de V. Exa tanto quanto o
aparteado aqui o deputado Rogério Cafeteira, e isso é uma situação que
realmente tem que ser desvendado logo, o trabalho do secretário Aluisio é um
trabalho reconhecido realmente numa data, num prazo que todos já estavam
desestimulados com o não desvendamento deste crime do jornalista Décio Sá, e,
de repente, veio logo à tona o desvendamento desse crime, os mandantes estão
presos, a pessoa que executou também está presa e o trabalho continua. E essa
história agora que vem o trabalho com agiotagem, alguns blogs, a imprensa, uma
parte da imprensa coloca que tem alguns deputados desta Casa. É bom que
esclareça porque fica em dúvida quem é o deputado, quem não é, esta Casa é um
Parlamento que representa o povo do Maranhão, merece realmente um tratamento
especial porque se alguém deve que pague, mas não ser jogado a todos. Quando eu
disse, meu nome foi citado esses dias aí sobre agiotagem no Maranhão, eu disse
que não tenho envolvimento com essa parte, quero que a polícia realmente apure.
Elogio o trabalho do secretário Aluisio, um trabalho que realmente é muito bem
feito, acredito que nós vamos conseguir fazer as pazes, o deputado Raimundo
Cutrim com o secretário de Segurança, Dr. Aluísio, para que nós possamos
trabalhar, nesta Casa, com harmonia, que possamos trabalhar e possamos mostrar
ao povo do Maranhão o que nós viemos fazer aqui. E quando eu disse que meu nome
foi citado nesta parte de agiotagem, que eu não trabalho dessa forma, não
trabalho com agiotagem, não tenho envolvimento nenhum com agiota, e disse ao
blog e digo aqui a V. Exa que está na tribuna desta Casa, estou lhe aparteando
que não tenho envolvimento algum com agiota. Disse a um blog e digo aqui a
V.Exa., que está na tribuna desta Casa e eu lhe aparteando, que não tenho
envolvimento nenhum, eu não tenho dinheiro emprestado para ninguém, não tenho
dinheiro emprestado nenhum e disse: se alguém me deve, não deve mais, e se eu
devo alguém, irei pagar, como eu não devo ninguém e ninguém me deve. Estou
dando a minha palavra de que não tenho negócio nenhum nessa parte,
principalmente quando se trata de agiota no Maranhão. E mais uma vez digo:
elogio o trabalho do secretário de Segurança pelo excelente trabalho que tem
prestado a este desvendamento do crime do Décio e tantos outros no Maranhão.
Nós temos que acabar de vez com o crime organizado no Maranhão, e a forma que o
secretário Aluísio está fazendo é a correta.
O SENHOR DEPUTADO
MARCELO TAVARES – Deputado Neto, me conceda um aparte?
O SENHOR DEPUTADO NETO
EVAGELISTA – Pois não, deputado Marcelo.
O SENHOR DEPUTADO
MARCELO TAVARES (aparte) – Deputado Neto, no dia do pronunciamento do deputado
Cutrim, eu não estava na Casa, fato até raro porque eu prezo muito participar
das sessões. Eu entendo que houve excesso, uma vez que ele se expressou de uma
maneira que não era a melhor. De qualquer modo, eu acho até que ele já se
retratou dos excessos, veio e colocou isso. Entendo que é hora de prudência,
pois não existem elementos para jogar pedras no deputado Raimundo Cutrim, mas
eu entendo também que não existem elementos para que nós joguemos pedras no
trabalho do secretário Aluísio. Eu acho que esta Casa deve ter prudência, temos
que esperar o desenrolar dos fatos, o encerramento do inquérito. Se o que há
contra o deputado Cutrim, é isso aí que apareceu. Eu entendo que dificilmente
alguém fará uma acusação formal porque são elementos muito frágeis. Lamento
pela questão da imagem, porque de fato não há como reparar isso, mas o deputado
Raimundo Cutrim é um homem forte que saberá enfrentar essa situação. Agora eu
entendo também que não é hora de desqualificarmos o trabalho da polícia. Acho
que nós temos que ter prudência, é hora de prudência, para que nós possamos, no
momento oportuno, tomar a direção certa.
O SENHOR DEPUTADO NETO
EVANGELISTA - Deputado Marcelo, deputado Rogério, deputado Rigo, eu agradeço o
aparte de V.Exas. Em momento algum, eu citei o nome do secretário de Segurança
Pública aqui nesta tribuna, então o que me preocupa, primeiramente, é a prisão
de um capitão da polícia. Um grupo de delegados está à frente desse caso e
parece que já tem uma definição de que ele não é culpado apesar de estar preso.
Toda a investigação ocorreu sob sigilo então, quando todos nós fomos saber, já
estavam sendo feitas as prisões dos envolvidos no caso. Quanto ao nome do
deputado Raimundo Cutrim, foi o único nome que vazou. Essa é a nossa
preocupação. Nós sabemos as divergências que existem. Então, nós estamos
pedindo que de fato a Polícia Federal, que está sendo uma parceira da
Secretaria de Segurança Pública neste caso, assuma de frente este caso porque
já chegou a envolver colegas parlamentares nossos aqui. Eu sei que as palavras
do deputado Raimundo Cutrim foram de baixo calão na tribuna, não são palavras
que devem ser ditas no plenário. Agora, o momento que ele estava vivendo, acho
que qualquer um dos deputados tem que entender, pois a imagem dele já está
maculada e dificilmente vai ser retratada como bem colocou o deputado Rogério
Cafeteira. Quando você macula sua imagem, sai em todos os meios de comunicação.
Agora, quando é para você retratar, sequer sai uma nota. Então tem que tomar
bastante cuidado com essas investigações. O deputado Arnaldo Melo foi bem
consciente, foi duro quando colocou aqui, durante o pronunciamento do deputado
Raimundo Cutrim, que, se continuasse da maneira como está, teria que ser
chamado o secretário de Segurança Pública aqui na Assembleia Legislativa. Mas o
que eu peço é cautela da Secretaria de Segurança Pública e peço que a Polícia Federal
assuma a frente deste caso. Muito obrigado, senhora presidenta.
A SENHORA PRESIDENTA
EM EXERCÍCIO DEPUTADA FRANCISCA PRIMO – A Presidência informa que determinou a
retirada, das notas taquigráficas e dos Anais da Assembleia Legislativa, da
expressão antirregimental utilizada pelo deputado Cutrim na sessão da ultima
terça-feira. Nos termos do Artigo 14, Inciso I, do Regimento Interno.