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12/02/2009

Título de Cidadão a Alípio de Freitas: Homenagem à história e sonhos de uma geração

Discurso pronunciado no dia 12 de fevereiro de 2009, durante Sessão Solene, na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, pela deputada Helena Barros Heluy, Partido dos Trabalhadores.



 



Excelentíssimo Senhor Deputado Marcelo Tavares, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão;



Excelentíssimo Senhor Luiz Pedro de Oliveira Silva, secretário-chefe do Gabinete do Governador Doutor Jackson Lago;



Doutora Vera Regina Rotta, presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos, representante do ministro Paulo Vanucchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República;



Excelentíssimo Senhor Francisco Viana, Secretário Municipal Extraordinário de Assuntos Políticos, representando o prefeito municipal de São Luís, Senhor João Castelo;



Senhor Manoel da Conceição Santos, companheiro Manoel da Conceição, fundador do Partido dos Trabalhadores e trabalhador rural;



Saúdo os Colegas Deputados aqui presentes;



Saúdo, também, as demais autoridades, os representantes de Entidades e Instituições;



Saúdo os familiares dos homenageados;



Cumprimento, com todas as emoções, o caríssimo amigo, jornalista, professor, filósofo, Alípio Cristiano de Freitas;



E não posso deixar de saudar os seus familiares, aqui presentes, a sua Guadalupe, a sua cunhada Maria Lúcia Franco Freitas e a sua sobrinha Rachel Franco Freitas;



Quero saudar, também, os familiares de Augusto José do Nascimento, dona Firmina e o Luís Carlos, viúva e filho;



Saúdo, também, Etelvino Oliveira Nunes, também homenageado, sua Luzinete e a sua filha Adriana;



Saúdo, enfim, todos e todas que estão aqui para testemunhar esta solenidade, esta sessão solene, que é, sobretudo, um instante da maior relevância no que diz respeito à história política do povo brasileiro, a história política do Maranhão.



 



              E eu peço licença à Mesa e licença ao Plenário, aos companheiros e companheiras que estão na galeria, aos companheiros da imprensa, funcionários da Casa, de todos os níveis, para que eu discorra, com certo vagar, tudo quanto tentamos trazer, aqui, para partilhar sobre os homenageados, em especial, ao mais novo maranhense, por força e de ato desta Assembleia Legislativa.



              Saúdo, ainda, - e não posso deixar de fazê-lo - os representantes da Colônia Portuguesa que estão aqui, dizendo presente neste ato.



               Esta solenidade de concessão de Titulo de Cidadão Maranhense ao filósofo, professor e jornalista Alípio Cristiano de Freitas, pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, tem, dentro de si, a marca do tempo.



              Esta cerimônia não é apenas uma homenagem justa e merecida a alguém. Ela é o reconhecimento da história construída por aqueles e aquelas que viveram os sonhos e as utopias de uma geração, enfrentando, em defesa da vida e da dignidade da pessoa humana, corajosa ou, até mesmo, audaciosamente, os mais diversos obstáculos, contra toda  sorte de tirania, opressão e injustiça social.



              Sonhos e lutas pela reforma agrária para que a terra fosse um bem de todos porque espaço de partilha. Sonhos e lutas no sentido de que os estudantes, os intelectuais, a classe trabalhadora do campo e da cidade, camponeses e operários, homens e mulheres, juntos, pudessem construir a sociedade nova, fraterna e igualitária, usufruindo dos direitos básicos e elementares, sem explorados e sem exploradores.



              Este é um momento de encontro e de reencontro. Aqui, estão figuras humanas dos mais diversos segmentos, que, de qualquer forma, contribuíram para vivermos, hoje, este momento de experiência democrática da vida política brasileira, no Maranhão.



              Muitos não tiveram condições de vir testemunhar esta solenidade porque ficaram à beira do caminho, porque não souberam de sua realização, porque tiveram dificuldades naturais em vir, porque já se foram e estão em outra dimensão ou porque romperam com suas convicções. Em qualquer das hipóteses, lamenta-se, mas valeu a contribuição que deram.



              Propor o título de cidadania maranhense, dentre as iniciativas que eu tenho tido, nesta Casa, é a que exige de mim maior cuidado e responsabilidade, a começar pela pergunta que sempre me faço: o que é ser maranhense, sobretudo, sem haver nascido aqui? Ser maranhense é viver, intensamente, as coisas do Maranhão, engajando-se, consequentemente, nas lutas do seu povo, sentindo suas prioridades, assumindo-as e sendo um dentre todos. É ser comprometido com todos e com todas, principalmente os mais espoliados.



              Alípio de Freitas é um desses e é por isto que esta Casa Legislativa, à unanimidade de seus membros, outorga-lhe o Título de Cidadão do Maranhão.



              Na justificativa ao Projeto de Resolução, que encaminhei à Mesa deste Parlamento, pleiteando esta homenagem, descrevi Alípio de Freitas, baseando-me em seu currículo e pelo conhecimento, mais ou menos assim:



              “Alípio Cristiano de Freitas é português, natural de Bragança, Trás-os-Montes, nascido em 17 de fevereiro de 1929. Viveu e estudou em seu país, onde cursou Filosofia e Teologia, no Seminário Maior de São José, em Bragança, concluindo o curso em 1952. Em Bragança, entre os anos de 1952 e 1956, foi vice-diretor da Escola de Artes e Ofícios, no Patronato Santo Antônio; professor da Escola Industrial e Comercial Emídio Navarro; vice-diretor do Semanário” Mensageiro de Bragança “e vigário de uma paróquia na área rural. Em fevereiro de 1957, o referido sacerdote chega ao Brasil para trabalhar na cidade de São Luís, no Maranhão. Aqui, foi professor de História Antiga e Medieval e História da Filosofia, na Faculdade de Filosofia. Ninguém estranhe e nem você, Alípio, se encontrar algum aluno ou alguma aluna neste Plenário, nesta Casa, hoje. Foi vigário da paróquia recém-criada, no antigo bairro do Matadouro, hoje, Liberdade, envolvendo Floresta e Fé em Deus, entre os anos de 1959 e 1962.



              Em 1957 ainda, com a crise da fábrica Camboa, o então padre Alípio de Freitas iniciou uma ativa e permanente presença nos bairros da periferia de São Luís, estimulando a criação de associações de moradores, a formação de núcleos de jovens trabalhadores, raiz da Juventude Operária Católica (JOC), naquela área, e um projeto de escolas populares, cujo lema era “De pé no chão também se aprende a ler”, demonstrando o envolvimento e cumplicidade que tinha com a gente dessas comunidades. João Francisco, hoje secretário da Igualdade Racial, foi também protagonista dessa extraordinária experiência e testemunha desse momento.



               E, assim, surgiram os primeiros contatos de Alípio com o movimento camponês que, no Maranhão, pela ação de Augusto José do Nascimento, começava a dar os primeiros passos, resultando na criação da ATAM - Associação dos Trabalhadores Agrícolas do Maranhão, que, em 1962, já contava com 70 mil camponeses organizados. A ATAM era filiada à UTAB - União dos Trabalhadores Agrícolas do Brasil. Augusto José do Nascimento foi a mais organizada, firme e qualificada liderança camponesa que eu conheci, naqueles tempos. Foi uma grande perda sua morte prematura, em agosto de 1970, dia 26.



              Alípio participou, ativamente, dos movimentos estudantil, sindical, político e cultural, inclusive do “Movimento pela Legalidade”, em 1961, que, após a renúncia do presidente Jânio Quadros, conduziu à presidência da República o vice-presidente João Goulart. Durante todo esse tempo, desenvolveu Alípio intensa atividade jornalística no Jornal Pequeno, no Jornal do Povo e no Jornal do Maranhão, este da Arquidiocese de São Luís, de onde foi diretor, além de apresentar um programa diário na Rádio Timbira.



               Em 1962, aceitou o convite do Conselho Mundial da Paz para participar do seu Congresso, em Moscou, sendo o primeiro sacerdote católico ocidental a participar de tal evento. Em Pernambuco, participou da campanha de Miguel Arraes ao governo do Estado. Nesse tempo, foi seqüestrado pelo Exército Brasileiro por 40 dias, respondendo a um Inquérito Policial Militar.



               Alípio de Freitas integrou as Ligas Camponesas, sendo eleito para a Secretaria Executiva da Frente de Mobilização Popular, cujo presidente era Leonel Brizola. Após participar do Comício pelas Reformas de Base, em 13 de março de 1964, organizado pela então CGT, e diante de uma nota da Cúria, desligou-se, oficialmente, da hierarquia da Igreja, mas sem se afastar dos valores cristãos que sempre nortearam sua vida, como a solidariedade universal, a verdade, a prática da justiça, a igualdade  de direitos para todos e todas e os sentimentos libertários sem fronteiras.



              Como dirigente das Ligas Camponesas, foi apanhado pelo golpe militar de 31 de março de 1964. Pediu asilo ao México. Seguiu, de lá, para Cuba, regressando, clandestinamente, ao Brasil, participou da “Guerra Revolucionária”,   cujo objetivo era restabelecer a democracia no país.



               Preso em maio de 1970, foi conduzido ao DOI-CODI do Rio, onde sobreviveu à mais estúpida e brutal tortura, começando, daí, uma peregrinação de presídio em presídio, como Ilha Grande, Tiradentes, Carandiru, Penitenciária de São Paulo, Brasília, Fortaleza de Santa Cruz, Bangu e Lemos de Brito, como bem registra o seu livro “Resistir é preciso”.



              Foi posto em liberdade em 17 de fevereiro de 1979. Era dia de aniversário, há 30 anos, portanto, - mas ainda com processo de expulsão. Com a sua cidadania brasileira cassada por um juiz auditor e perdida a cidadania portuguesa ao adotar a brasileira, por não ter como sobreviver, vendeu camisetas no Largo do Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro, indo trabalhar, quase clandestinamente, como jornalista na Tribuna da Imprensa. Depois, aceitou o convite para trabalhar com cooperativas agrícolas, em Moçambique, e organizar a agricultura familiar.



              Passados tantos anos, Alípio de Freitas lembra, com amargura, a injustiça que o Estado brasileiro cometeu contra a sua pessoa, mas diz: “Estado brasileiro e não povo brasileiro”, mas não quer reparações.



               Em janeiro de 1984, ingressou na Rádio Televisão Portuguesa como jornalista e realizador de programas. Entre os documentários realizados, alguns com prêmios internacionais e outros de larga difusão, como “Malai Guti Lao Te” - “Estrangeiro, vai-te embora”, em malaio -, este foi classificado pelo presidente Ramos Horta como um dos grandes instrumentos da luta do povo timorense pela independência,   exibido, no Brasil, numa mostra de cinema organizada pelo Centro Cultural do Banco do Brasil, sob o título, “Guerra”, em português. “À procura do Socialismo” é outro documentário polêmico, que dividiu os críticos, apaixonou as pessoas e, ainda hoje, passados 12 anos de sua primeira exibição, continua a ser apresentado em associações, grêmios populares e escolas, circulando pelo país centenas de cópias piratas.



              Em Portugal, fundou a Casa do Brasil de Lisboa, em 1993, uma associação pioneira que, antes de qualquer representação do Estado brasileiro, embaixada e consulado, saiu em defesa dos brasileiros imigrantes e até de outras nacionalidades. Em 2004, fundou a Casa Grande, no Seixal, para atender às necessidades e aos interesses das comunidades brasileiras, ali residentes.



              Atualmente, com o incentivo do ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, registrou uma associação lusófona intitulada “Lisboa - ponto de Cultura”. É, ainda, presidente da Associação José Afonso, o maior nome da música popular portuguesa de sempre, autor da canção “Grândola, Vila Morena”, senha do movimento militar da Revolução de Abril de 1974, e da canção “Alípio de Freitas”, que serviu de denúncia permanente da ditadura militar brasileira, iniciando espetáculos musicais de resistência em inúmeros palcos da Europa. Essa canção contribuiu para que Alípio e outros presos políticos brasileiros continuassem vivos. É ativista permanente do Tribunal Militar do Iraque, organização da sociedade civil que denuncia e condena os crimes cometidos no Iraque contra a sua população, assim como é estreita sua ligação com o MST, divulgando, em Portugal, as campanhas desse Movimento.



              Em Lisboa, desde 1999, leciona na Universidade Lusófona de Lisboa cadeiras como “Sociologia da Vida Cotidiana”, “Cultura Brasileira”, “Sócio-Economia Política do Mundo Contemporâneo”, como professor convidado.



              A estreita relação do professor Alípio Cristiano de Freitas com o Estado do Maranhão, com a cidade de São Luís reaviva-se, a cada retorno ao Brasil. Os seus reencontros com familiares - o irmão Antero, a cunhada Maria Lúcia, os sobrinhos - com amigos, companheiros e companheiras, fortalecem seus laços de afetividade com esta terra, que a denomina como sua, por ter feito sacudir mais forte, no seu íntimo, o desejo de liberdade, de justiça,  de igualdade e construção da democracia.



              É este, em rápidas incursões pelo passado, pela história, pela vida de Alípio Cristiano de Freitas, o perfil desse nosso homenageado cidadão do mundo e do Maranhão, também. Por tudo isto, e me honra bastante, esta Assembleia presta-lhe esta homenagem materializada na entrega do Título de Cidadão Maranhense. Mas não é só. Dentro deste mesmo clima, estendo-a a quantos e quantas maranhenses enfrentaram, com altivez e seriedade, as consequências do “Golpe de 64”, sendo vítimas de toda sorte de tortura que os levou à loucura, à morte ou à constrangedora situação para suas famílias e amigos de “desaparecidos”. Uma vergonhosa realidade que deverá ser enfrentada pelo Estado brasileiro.



              Socializo, pois, em nome deste Parlamento, num gesto de partilha, esta homenagem àqueles e àquelas que me acostumei a admirar, pelo enfrentamento que souberam fazer, em seus espaços de resistência, aos títeres, aos déspotas, aos carrascos que mancharam a história deste país.



              Lembro-me, nesta oportunidade, de muitos, registrando os seus nomes e correndo o risco até de ser injusta pelas omissões involuntárias, dentre eles: Rui Frazão Soares, desaparecido, o estudante do Liceu, filho da dona Alice e que morava ali na Rua do Sol. Huberth Macedo e João Rocha; os cassados Sálvio Dino, Benedito Buzar e Ricardo Bogéa, deputados estaduais. Os deputados federais Neiva Moreira, Cid Carvalho e Renato Archer, também cassados. Maria Nazaré de Castro Gomes Pedrosa, nossa eterna tesoureira da UNE - União Nacional dos Estudantes -, atingida em seu mandato pelo “Golpe de 64”, obrigando-a a uma clandestinidade Brasil afora. José Mário Machado Santos - quem de nós não aprendeu muito com José Mário?- liderança universitária e política inconfundível e insubstituível, vereador à Câmara de São Luís, também cassado. Nagib Jorge Neto e Nonato Cruz, lideranças estudantis, secundaristas maranhenses, em nível nacional. Os suplentes de deputado estadual Bandeira Tribuzzi, economista, poeta, professor e jornalista; Vera Cruz Santana, jornalista e liderança sindical; Joaquim Mochel, Willian Moreira Lima e tantos e tantos e muitos outros agredidos e violentados em seus direitos políticos.



              Nosso destaque especial vai para Maria José Aragão, síntese da essência maior, da bravura e da coerência militantes. Saúdo a todos, então, na pessoa do legendário companheiro Manoel da Conceição, fundador do PT, o Partido dos Trabalhadores, que apesar de tudo, das prisões, da perda de sua perna, de ver o que viu, de sofrer o que sofreu, do exílio, soube dar continuidade à luta dos trabalhadores rurais na organização, na formação política e na educação popular.



              In memoriam, nossas homenagens, também, ao revolucionário e mestre Augusto José do Nascimento, que nunca serão suficientes, diante de sua grandeza ético-política. E o fazemos na presença de sua mulher, Firmina da Silva de Matos, e de seu filho, Luís Carlos. Homenageamos, também, o militante Etelvino de Oliveira Nunes, mineiro do Movimento Estudantil, sequestrado e torturado pela repressão, fundador do PCdoB, no Maranhão, e, hoje, secretário de Organização Política. Os três especialmente convidados pelo que foram e pelo que representam, estão, perfeitamente, em sintonia com o sentimento de todos nós, nesta solenidade, e em nosso agir militante.



              Feitos estes registros e feitas estas homenagens, resta-nos, agora, Vera, adentrarmos a última parte desta solenidade: o lançamento da campanha “Direito à Verdade e à Memória”, através da doutora Vera Rotta, presidente da Comissão dos Mortos e Desaparecidos Políticos, representando, como já disse, o senhor ministro Paulo Vanucchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.



              Esta solenidade, este momento que estamos vivendo, aqui, presidente Marcelo, é a Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão devolvendo a todos e a todas, devolvendo à história, de forma solene e festivamente, os direitos políticos postergados, no passado. Não podemos deixar de conhecer, por medo, a história recente do nosso país, principalmente no que diz respeito às duas ditaduras do século passado. Que o Brasil avance, efetivamente, na consolidação do respeito aos direitos humanos como expressão maior do respeito à dignidade de todos e de todas.



              E sobre o mais novo cidadão maranhense, faço questão de ler o e-mail do jornalista Nagib Jorge Neto, recentemente anistiado através de decreto pelo Governo do Estado. Justificando a sua ausência, ele diz:



              “Não vou ter tempo de voar para São Luís e participar do ato político e festa de civismo da Assembleia Legislativa para nosso companheiro Alipão, ou simplesmente Alípio Cristiano de Freitas, esse português que nos ensinou, com sua palavra e ação, a lutar por nosso país e amar os sonhos de avanços e as lutas por ideais de liberdade e justiça, desenvolvimento e vida digna. Um forte abraço. Nagib”.



              Registro, ainda, aproveitando a paciência de todos, presenças como de Rubem Brito, ex-deputado, do capitão José Pedro dos Anjos, que é representante do 24º Batalhão de Caçadores; João Francisco, secretário de Estado da Igualdade e Promoção Social; Padre Flávio Lazarini, secretário da CNBB-Nordeste V; Ricardo Ferro, secretário de Estado das Minas e Energia; Alberto Cantanhede, do Grupo de Trabalho da Amazônia e assessor parlamentar do nosso gabinete; Fernando Silva, vice-presidente do Partido dos Trabalhadores de São Luís; José Antônio Heluy, da Executiva Estadual do PT do Maranhão, secretário de Movimentos Sociais; Cecília Amim Castro, membro da Comissão de Justiça e Paz; Reginaldo Teles e Maria Lúcia Teles, assessores do governador Jackson Lago; Luiz Almeida Teles, desembargador doutor Telles, cuja história se confunde com a história do Maranhão, também, em vários aspectos; Viana Neto, assessor do Senhor Prefeito João Castelo; Gerson Pinheiro, presidente do PCdoB; Ivaldo Coqueiro, superintendente federal de Pesca e Aquicultura; João Bernardo Gusmão, Sindicato dos Servidores do IBGE-Maranhão; Ilma e Abdomair, do Movimento Negro Unificado; Maria do Carmo e Neuza, Comunidade Novo Tempo.



              Peço àqueles e àquelas, cujas presenças não foram registradas, que se sintam contemplados, também, com o registro que fiz, há pouco. Era isto, Presidente, e não posso deixar de declinar o meu respeito por este momento, pela história do nosso país na pessoa dos homenageados.



              Obrigada.

 

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